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No dia vinte e quatro de dezembro de dois mil e quatro, eu estava trabalhando quando recebi a notícia que meu sobrinho de um ano e cinco meses tinha se queimado com leite quente. A tia dele havia fervido o leite e colocado em uma fruteira, dessas de três partes, no chão e ele passou e esbarrou na fruteira, o leite virou sobre ele, queimando ombro, costas e pernas, respingou um pouco no rosto também. Nas costas, por ele estar de fralda descartável, o leite parou e a queimadura foi ainda pior. Eu chorei muito ao saber, e rezava sem parar, pedindo a Deus que não deixasse que nada de mal acontecesse a ele. Foram horas angustiantes para todos, principalmente para minha mãe, minha irmã Elaine e Eudenice, mãe dele, que foram junto com ele para o hospital.
Ele se queimou por volta de dez horas da manhâ e foi ser atendido no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte por volta de oito horas da noite. Ele já não chorava mais, pois, sua dor ultrapassou os seus sentidos. Ao chegar no hospital ele foi atendido e o médico falou com minha mãe que o caso dele era gravíssimo e que ele corria o risco de não aguentar porque as queimaduras foram muito profundas e ele temia que tivessem atingido órgãos dele.
Minha Mãe ficou desesperada e ligou para Curimataí pedindo a todos que rezassem por ele, minha agonia só aumentava. No outro dia minha irmã ligou e falou que ele estava sofrendo muito e que enquanto o médico e as enfermeiras limpavam as feridas, retirando a pele das queimaduras ele gritava meu nome e pedia que eu o socorresse, neste momento chorei muito, desliguei o telefone e "falei" com Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, que eu naquele momento estava longe e não poderia fazer nada por ele, mas Ela poderia, então, com muita fé pedi a Ela que fosse lá onde ele estava e cuidasse dele pra mim, que o socorresse em meu lugar, que aliviasse sua dor, que não deixasse ele morrer e nem ficar com nenhuma sequéla daquela queimadura e prometi a Ela que se Ela fizesse isso eu o levaria no Santuário Dela em Uberaba, para que Ela o visse, saudável e perfeito.
Graças a Deus e a Ela, ele melhorou, depois de 14 dias ele saiu do hospital apenas com as cicatrizes sem nebhuma sequéla. Quando ele chegou em Curimataí eu fui correndo visitá-lo ele sorriu pra mim, perfeito como sempre foi, eu chorei, chorei muito e agradesci a Deus e a Nossa Senhora da Medalha Milagrosa por estar vivendo aquele momento: poder vê-lo em casa, vivo, saudável e perfeito.
No dia vinte e sete de março deste ano (2010) fui em Uberaba levar meu sobrinho para minha Mãezinha do céu ver o milagre que Ela fez, foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida, quando, na entrada do Santuário, eu me ajoelhei e segurei sua mãozinha para entrar no Santuário, ele se ajoelhou também e disse: tia Eliete eu também vou assim. Nós entramos no Santuário de joelhos e de mãos dadas e quando chegamos ao altar e eu contei para ele porque nós estávamos lá, e disse a ele que devíamos agradecer àquela Santinha que o salvou, ele olhou para Ela e falou: Obrigado.
Obrigada minha Mãezinha por ter mim atendido em um momento tão difícil e por eu ter meu sobrinho Jonas Gabriel dos Santos Moura ao meu lado, por poder vê-lo crescer tão lindo e tão feliz. Eliete de Fátima Moura - Curimataí, MG.
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