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Reformadora do MOSTEIRO DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE SANTA CLARA - SOROCABA/SP, do qual foi 1ª. Abadessa durante 20 anos. E fundadora do MOSTEIRO IMACULADA CONCEIÇÃO DA DIVINA PROVIDÊNCIA E DE SÃO JOSÉ - UBERABA/MG., do qual também foi 1ª. Abadessa.
Madre Maria Virgínia, nasceu aos 08 de Agosto de 1875 em Vila do Cabo Verde/MG. e foram seus pais, Julião Pedro Pontes e Claudina Maria da Conceição.
Virgínia Maria foi criança foi criança muito viva e sadia, companheira inseparável se seu irmão Francisco, com quem muito combinava em seus folguedos infantis.
Aos 16 anos, no verdor de sua juventude, entrou para o Convento Nossa Senhora da luz em São Paulo, para onde levou em seu coração, a melhor boa vontade de lutar contra si mesma e perseverar no ideal, a tanto sonhado.
Ali, formada no antigo rigor da vida monástica, junto as virtudes, sempre nela desabrochou a alegria de habitar na Casa de Deus. Sua jovialidade foi-lhe característica constante, que soube espalhar e com ela cativar.
Aos 14 de Agosto de 1892 foi admitida ao noviciado e em seu nome apenas houve uma substituição, passando a chamar-se Ir. Maria Virgínia do Nascimento, por haver entrado no Convento no dia de Natal.
Sua Profisssão de votos temporários ocorrreu no dia 15 de Agosto de 1893 Festa da Assunção de Nossa Senhora que anos depois marcou o seu Jubileu de Ouro, 50 anos de sua consagração ao Senhor.
O Convento de Nossa Senhora da luz fundado como Recolhimento, assim permaneceu até 1927 em que foi elevado a Direito Pontifício, ano em que Ir. Maria Virgínia emitiu seus votos solenes. E deu-se ao Senhor sem medidas, no despojamento total de si mesma.
Cinco meses depois, foi escalada para acompanhar juntamente com outras religiosas, Madre Oliva Maria de Jesus à Sorocaba onde o Recolhimento de Santa Clara deveria como o de Nossa Senhora da Luz, ser elevado a Direito pontifício e transformado em amis um Mosteiro da Ordem da Imaculada Conceição.
Ali, Ir. Maria Virgínia muito trabalhou e lutou e amis ainda, quando a Madre Oliva regressou a São paulo, deixando-a à frente da nova comunidade.
Percorrendo os Arquivos daquele Mosteiro, fácil será constatar a eficiência de seu espírito administrativo junto a observância da Regra Monacal da qual nunca descuidou e como exemplo, caminhou a frente.
Deixou o cargo após 20 anos de governo, para em 1947 enfrentar a espinhosa iniciativa de uma fundação, novo Mosteiro em Uberaba. E com mais seis religiosas (Ir. Maria Isabel do Espírito Santo, Ir. Maria Antônia de Alencar, Ir. Maria Coleta da Imaculada Conceição, Ir. Maria Gertrudes da Apresentação, Ir. Maria Paula de Jesus Hóstia, Ir. Joana Angélica de Jesus), numa noite fria de Junho com seus 74 anos de idade, padecendo asma cardíaca e complicações de rins, que a vitimaram em 1951. Ela partiram em um carro apertadinho onde mal podiam mexer-se percorrendo numa viagem cheia de peripécias, 540 quilômetros.
Em Uberaba, ela viveu apenas 02 anos, adormecendo no Senhor dia 14 de Janeiro de 1951, num verdadeiro martírio de dores, mas louvando e agradecendo a Deus, a perseverança na vocação religiosa.
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